Esqueleto Histórico
Após a Revolução Mexicana, o México precisava de uma identidade — e encontrou-a nas paredes. Em 1921, o ministro da Educação José Vasconcelos encomendou murais a três artistas que transformariam a arte mexicana e influenciariam o mundo: Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros. O projeto era simples e revolucionário: pintar a história do México nas paredes de prédios públicos, praças e escolas, para que um povo que em sua maioria não sabia ler pudesse entender sua própria história. O Muralismo Mexicano nasceu — e se tornou o primeiro movimento artístico genuinamente do México,Exportado e copiado ao redor do planeta. Diego Rivera, o mais prolífico dos três, pintou sua obra-prima no Palacio Nacional da Cidade do México: uma sequência de murais que vai desde o México pré-hispânico (Tenochtitlan, os astecas, a natureza) até a conquista, a colonização e a revolução — 234 metros quadrados de história em cor e forma, num prédio que antes era só paredes brancas. Rivera pintou também no Palacio de Bellas Artes, no Museo Nacional de Antropologia e em dezenas de escolas e hospitais. José Clemente Orozco, o mais dramático dos três, criou os murais apocalípticos do Hospicio Cabañas em Guadalajara — a Cúpula del Hombre, com seus corpos em chamas, é considerada uma das obras-primas da arte americana. David Alfaro Siqueiros, o mais radical, pintou murais em edifícios públicos e usou técnicas industriais (tinta automotiva, pistola de tinta) que anteciparam a arte pop. O legado do Muralismo Mexicano vai além da arte: foi um projeto político e educacional que transformou as paredes em livros, deu voz aos povos indígenas e camponeses, e mostrou ao mundo que a arte pode ser pública, popular e revolucionária. Hoje, os murais de Rivera no Palacio Nacional são o ponto de partida de todo turista que visita a Cidade do México, e o Museu Mural Diego Rivera abriga o 'Sueño de una Tarde Dominical en la Alameda Central' — o mural que Rivera pintou para o Hotel del Prado e que sobreviveu ao terremoto de 1985. O Muralismo é o momento em que o México pintou sua própria história nas paredes — e o mundo prestou atenção.
Histórias Humanas
Diego Rivera
Diego Rivera, o mais famoso dos muralistas mexicanos, nasceu em Guanajuato em 1886, estudou arte na Europa (Espanha, França, Itália) e voltou ao México em 1921 com uma missão: pintar a história do povo mexicano nas paredes de prédios públicos. Seus murais no Palacio Nacional — uma sequência de 234 metros quadrados que vai desde o México pré-hispânico até a revolução — são a obra-prima do muralismo. Rivera pintou para o povo: em escolas, hospitais, bibliotecas e museus, e suas figuras enormes de camponeses, operários e indígenas transformaram as paredes em livros. Casado com Frida Kahlo (por duas vezes), Rivera era gordo, carismático e politicamente comprometido — um homem que acreditava que a arte podia mudar o mundo.
Frida Kahlo
Frida Kahlo, nascida em Cidade do México em 1907, era a esposa de Diego Rivera e a artista mais icônica do México — e do mundo. Frida pintou sua própria vida: seus retratos são autorretratos de dor, paixão e identidade — 'Pinteiu-se porque estava tão sozinha', disse. O acidente de ônibus que sofreu aos 18 anos (uma barra de metal atravessou sua coluna) marcou sua arte: cada pincelada é uma cicatriz, cada cor é uma afirmação de vida. Sua Casa Azul em Coyoacán — onde nasceu, viveu e morreu — é o museu mais visitado da Cidade do México, e sua frase 'Pé ante, nunca atrás' é o lema de uma geração que se reconhece nela. Frida não era apenas a esposa de Diego — era Frida.
Gancho Contemporâneo
O Palacio Nacional da Cidade do México, com os murais de Diego Rivera, é o prédio público mais visitado do México — milhões de pessoas year walked through its halls to see the mural that tells the story of Mexico from the Aztecs to the Revolution. O Palacio é ao mesmo tempo sede do governo e museu vivo da nação.
A Casa Azul de Frida Kahlo em Coyoacán é o museu mais visitado da Cidade do México — 500.000 visitantes por ano, muitos deles jovens que se identificam com sua arte de dor e identidade. Frida tornou-se ícone da cultura pop mundial, aparecendo em camisetas, tintas e redes sociais.
Onde esse passado está vivo
Lugares que você pode visitar hoje e que carregam a marca deste período.
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