Evento Histórico
Israel Antigo e o Período do Segundo Templo
c. 1000 a.C. - 70 d.C.Esqueleto Histórico
A região de Israel é o cenário central da história bíblica. Por volta de 1000 a.C., o Rei Davi conquistou Jerusalém e a tornou a capital de um reino unificado; seu filho Salomão ergueu o Primeiro Templo no Monte do Templo, tornando a cidade o centro espiritual do povo judeu. Em 586 a.C., os babilônios destruíram o Templo e levaram o povo ao exílio — o momento mais traumático da história judaica antiga. Após o retorno, o Segundo Templo foi reconstruído e, no século I a.C., o Rei Herodes o ampliou monumentalmente, transformando-o no edifício sagrado mais grandioso do mundo antigo. Foi nesse período que Jesus de Nazaré viveu, pregou e foi crucificado em Jerusalém, dando origem ao cristianismo. Em 70 d.C., durante a Grande Revolta Judaica, os romanos sitiaram e destruíram a cidade e o Segundo Templo — do qual resta hoje apenas o Muro das Lamentações (Kotel), o local mais sagrado do judaísmo. As ruínas desse período — túneis do Muro, escavações do Monte do Templo, a Cidade de Davi e os relevos de Tito em Roma — são a base arqueológica da história de três mil anos que ainda molda Jerusalém. A cidade que Jesus e os apóstolos percorreram, e que os romanos arrasaram, é hoje o coração espiritual de três religiões.
Histórias Humanas
Herodes, o Grande
Rei da Judeia nomeado por Roma (37-4 a.C.), Herodes foi o maior construtor da história de Israel: reconstruiu o Segundo Templo em escala monumental, fortaleceu Massada, ergueu o porto de Cesareia e as cidades de Cafarnaum e Jericó. Apesar do legado de pedra impressionante, a tradição judaica o recorda como um tirano. Seus túmulos e as escavações do Templo que ele reconstruiu — incluindo as gigantescas pedras do Muro das Lamentações — ainda guardam sua marca 2.000 anos depois.
Flávio Josefo
Historiador judeu-romano do século I, Josefo participou da Grande Revolta Judaica contra Roma como comandante na Galileia. Capturado pelos romanos, tornou-se conselheiro do Imperador Vespasiano e testemunhou a destruição de Jerusalém e do Segundo Templo em 70 d.C. Sua obra 'A Guerra dos Judeus' é a principal fonte histórica sobre este período dramático. Escreveu: 'Nenhuma cidade sofreu tais desgraças, nenhuma geração produziu mais crimes desde o início do mundo.'
Simão Bar Giora
Um dos líderes da Grande Revolta Judaica, Simão Bar Giora comandou a resistência final contra Roma. Controlando os estoques de trigo de Jerusalém, teria ordenado a queima deles para manter a cidade em guerra, condenando milhares à fome. Capturado após a queda da cidade, foi levado a Roma no desfile triunfal de Tito e executado no fim da via processional — um destino que simboliza a brutalidade da conquista romana.
Gancho Contemporâneo
O Muro das Lamentações (Kotel) é o último remanescente do muro de contenção do Monte do Templo, onde o Primeiro e Segundo Templos se erguiam. Judeus de todo o mundo vêm orar e colocar bilhetes com pedidos entre as pedras seculares.
Os túneis do Muro das Lamentações, abertos ao público, permitem caminhar sob as ruas da Cidade Antiga ao longo das pedras originais de Herodes — uma das experiências arqueológicas mais fascinantes de Jerusalém.
A Arco de Tito em Roma ainda exibe o relevo dos romanos carregando o candelabro de ouro (menorá) saqueado do Templo. Em 1949, a menorá tornou-se o símbolo oficial do Estado de Israel — um eco direto da destruição de 70 d.C.
Onde esse passado está vivo
Lugares que você pode visitar hoje e que carregam a marca deste período.
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Experiências
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