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Evento Histórico

Milagre do Rio Han e Onda Coreana

1960 - Presente

Esqueleto Histórico

Em 1960, a Coreia do Sul era um dos países mais pobres do mundo — a renda per capita equivalia à de países africanos e boa parte da população vivia em casebres. Trinta anos depois, o 'Milagre do Rio Han' a transformou em uma potência econômica global. O Estado orientou a industrialização por meio dos 'chaebols' — conglomerados como Samsung, Hyundai e LG —, que receberam crédito e proteção em troca de exportações. Deu tão certo que, em poucas décadas, a Coreia passou de importador de tecnologia a líder em semicondutores, smartphones e navios. A modernização trouxe custos: a ditadura de Park Chung-hee (1961-1979) acelerou o crescimento com mão de ferro, e a democracia só veio com as massivas manifestações de junho de 1987. A partir de então, a sociedade civil floresceu, e a cultura explodiu para fora das fronteiras. No século XXI, a 'Onda Coreana' (Hallyu) tornou o país um fenômeno global: o K-pop, os K-dramas, o cinema — com o Oscar de 'Parasita' em 2020 — e a gastronomia conquistaram audiências em todos os continentes. Hoje, a Coreia do Sul é a 12ª maior economia do mundo e um dos países mais conectados do planeta, com a internet mais rápida e uma cultura de inovação feroz. A história do milagre é contada nas ruas de Gangnam, nos conglomerados de Seul e nos festivais que celebram uma identidade que sobreviveu à guerra para virar referência mundial.

Histórias Humanas

Anônimo

Em 1965, um motorista de táxi começou a trabalhar nas ruas de terra de Seul. Em 2015, já aposentado, deu uma entrevista contando que viu a cidade passar de casebres de papelão a arranha-céus de vidro e aço em 50 anos. 'Quando comecei', disse ele, 'as estradas eram tão esburacadas que eu carregava uma pá para me desatolar. Hoje, meus netos estudam engenharia na universidade. Tudo mudou. Nós fizemos isso juntos.'

Lee Byung-chul

Fundador da Samsung, Lee Byung-chul começou em 1938 com uma pequena empresa de exportação de alimentos. Depois da guerra, apostou na indústria têxtil e depois na eletrônica, guiando a empresa em cada grande virada. Quando perguntado sobre o segredo do sucesso, respondia: 'Nunca confie em que as coisas vão continuar como estão — mude antes que a mudança te atropele.' A Samsung que ele fundou hoje é o maior fabricante de smartphones e semicondutores do mundo, com sede em Seul.

Bong Joon-ho

Diretor de 'Parasita', o primeiro filme em língua não-inglesa a vencer o Oscar de Melhor Filme (2020), Bong Joon-ho personifica a vitória cultural coreana. Formado em sociologia, construiu sua carreira em Seul filmando as desigualdades e absurdos da sociedade coreana com humor afiado. Em seu discurso do Oscar, sintetizou a Hallyu: 'O cinema coreano conquistou o mundo — e não estamos sozinhos, há uma geração inteira de talentos esperando sua vez.'

Gancho Contemporâneo

O bairro de Gangnam em Seul é o símbolo do milagre econômico coreano e ficou mundialmente famoso pelo 'Gangnam Style' de PSY. Visite a COEX Mall, a maior biblioteca subterrânea do mundo, no centro do distrito.

A sede da Samsung, a Samsung Town em Gangnam, resume o milagre: o conglomerado responde por cerca de 20% da economia da Coreia. No Museu de Ciência e Tecnologia de Seul, você vê de perto a jornada do país do analfabetismo à liderança em semicondutores.

O cinema coreano virou fenômeno global com 'Parasita' — e o Festival Internacional de Cinema de Busan, todo outubro, é a vitrine desse novo poder cultural. Não é só K-pop: a Coreia conquistou o mundo contando suas próprias histórias.

Onde esse passado está vivo

Lugares que você pode visitar hoje e que carregam a marca deste período.

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